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O Reino Vegetal é a ponte entre a matéria mineral e a orgânica, realizando a cada novo dia a transformação das partículas minerais do solo, da água, da luz do sol e do gás carbônico do ar em matéria orgânica, viva, fornecendo assim o sustento da vida sobre a terra.
 
Nós, os humanos, somos tão dependentes desta reação maravilhosa, a fotossíntese, quanto qualquer outro organismo sobre a face de Gaia, a Mãe-Terra. O alimento que comemos, seja diretamente vegetal ou indiretamente, da carne dos animais que comemos, provém dela. Muitas das fibras com que nos vestimos e nos aquecemos, o algodão. A madeira e o carvão, fontes de calor, e que aqueceram e possibilitaram a vida nos locais mais frios, até mesmo o mais moderno petróleo, são oriundos da energia solar acumulada nas plantas, o último a milhões de anos atrás. A madeira das construções, o carvão que possibilita a manufatura do aço, os temperos, os perfumes, a sombra, a beleza que estes seres nos ofertam, a todo tempo, os faz merecedores de gratidão e ao menos de um olhar mais acurado, mais atento.
 
O homem também moldou as plantas que mais consume, a domesticação das plantas, por conseqüente,  a agricultura é considerado o passo essencial para o surgimento das grandes civilizações, em todo o planeta. E ao longo do tempo, desenvolvemos as variedades que nos interessavam mais, o trigo, o linho, o milho, o arroz, a cevada, a aveia, são bastante distintos de seus ancestrais selvagens. Bem como plantas mais prosaicas, o alecrim, o capim limão e a cidreira dos chás, o algodão, a canela, até mesmo eucaliptos e pinheiros passaram por este processo.
 
Assim sendo, esta coluna tem por objetivo lançar um olhar sobre as plantas e seus usos, os mágicos, os culinários e sim, por que não, os políticos. Cada jardim de fundo de quintal também é uma manifestação da diversidade, cada chazinho de erva cidreira com gengibre servido é a manifestação de uma longa bagagem cultural nossa (e tem cara de cuidado de mãe, de avó em dias de chuva - delícia), cada verdura colhida e consumida de fresco também. Aventuremo-nos, pois, nos campos de Deméter, de Pomona, de Ossain, da Mãe do Milho, de tantas outras, da matéria viva da Terra.
 
 
BB
 
Mudwoman