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Olá, geralmente quando eu começo uma aula ou workshop eu sempre esqueço de me apresentar. Então, dessa vez, vamos começar do começo. (rsrs).
Meu nome é Virginia Dal Bo Ribeiro, mas todo mundo me chama de Vivi. Meu marido me chama de Devi (Deusa em sânscrito) e meus irmãos me deram apelidos estranhos que nem vou reproduzir aqui. (rsrs).
Sou fisioterapeuta de formação. Desde 1999 eu não atuo nessa área maravilhosa. (rsrs). Desde antes de me formar conheci o Ayurveda (sistema médico indiano) e o Yoga e atuo como profª de Yoga e com Massagens Terapêuticas; tanto na linha Ayurvédica como na ocidental (como drenagens, massagem redutora e outras). 

Com esse encanto pela Índia fica fácil imaginar que meu panteão favorito é o indiano. E por falar em panteão, vamos pro outro lado da minha vida, a Wicca. Estudo essa religião desde 1996 (ano em que eu entrei na faculdade). Nunca participei de um coven de uma tradição, ou uma coisa formal. Mas, tínhamos um grupo de estudos dirigidos pela linda Caillean, que já tinha participado de grupos no Rio de Janeiro, onde ela morava. Foi muito gostoso estudar com a orientação de alguém que estava nesse caminho há tantos anos. Estudar sozinho às vezes cansa. (rsrs). Mas, a vida fez o grupo se separar. Mas, acho que todos os participantes levaram algo de mágico para suas práticas solitárias.

Bem, agora que já me conhecem um pouco (no decorrer das colunas vão me conhecer melhor), vou falar o que eu vim fazer aqui. Quero escrever sobre as dificuldades práticas da vida sendo um pagão, em geral e um wiccaniano em particular. Como praticar em casa, criar os filhos, dividir a casa com não pagãos. E isso contando causos. Porque o que eu mais gosto nessa vida é conversar tomando um chopp e comendo batatas fritas. Não tem a chamada “filosofia de boteco”? Eu quero falar da “Wicca de boteco”. (rsrs).
Rituais que deram certo, e os que deram errado. Como sanar a falta de material. Como fazer a professora da escolinha dos nossos filhos acreditar que não cultuamos o diabo quando nosso filinho disser que Deus tem mãe, a Deusa. Como fazer nossos pais não nos internarem no manicômio quando dissermos que vimos fadas ou duendes. (Isso já aconteceu comigo... não fui pro manicômio, mas sem querer peguei minha mãe no telefone com o psiquiatra da família dizendo que eu estava com “problemas”, que eu falava com pessoas “invisíveis”).
É meu caro amigo pagão... coloque a cerveja pra gelar que vai ter muita história pra gente dar risada. (Agora que já passou).  Puxe uma cadeira e vai sentando que as fritas já estão no óleo. (rsrs)

Um abraço e bênçãos dos antigos.