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por Marisa Petcov - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

A reaceitação da Deusa poderia fazer muito para curar as divisões, encorajando-nos a encarar todos os aspectos da nossa natureza e a pensar profundamente antes de condenarmos alguém ou algo como mau. No entanto, o culto à Deusa não é um convite para fazermos exatamente aquilo que gostamos, pois traz consigo uma percepção da teia cósmica e de como cada ação afeta o todo e afeta a nós. Não há dogma e a única regra é não lesar ninguém, mas o ideal é que se tenha grande dose de responsabilidade pessoal.

O paganismo que, na maioria das vezes, é veneração à Deusa, está desfrutrando um renascimento considerável. Alguns caminhos pagãos têm uma estrutura tênue, ao passo que outros, como o da Wicca, são bem organizados. Todos eles exaltam a Deusa como, no mínino, igual a Deus, e até mesmo a tradição nórdica do deus Odin tem hoje uma representação paritária de divindades femininas. Além disso, há muitos pagãos radicalmente feministas que pensam na Deusa isoladamente.

Num sentido mais geral, há um número considerável de mulheres que estão procurando em imagens e histórias da Deusa uma fonte de inspiração, embora possivelmente não designem a si mesmas pelo termo pagãs. Isso não faz diferença, pois não há catecismo da Deusa para causar agonias de consciência. A Deusa aceita todos os que vêm até Ela de maneira aberta.

O culto à Deusa diz respeito àquilo que você faz e sente, diz respeito às suas verdades interiores, àquilo que o inspira, que o envia para as jornadas da alma. É uma questão de instinto, que encoraja a participação e desenvolve o misticismo. Fomos levados a pensar na religião como um conjunto de regras, com o certo e o errado claramente definidos e a punição esperando por aqueles que se desviam do caminho.

O culto à Deusa não se assemelha a isso. Descarta a necessidade de sistemas cristalizados, que em vez de criar ordem têm dado lugar a lutas. A Deusa pede que sejamos verdadeiros para conosco, de modo que possamos ser verdadeiros para com os outros e verdadeiros para com Ela. Ela abençoa nossas esperanças, deleita-se em nossos prazeres e tece no Seu tear as nossas perdas e os nossos prantos, de modo que eles criem padrões significativos e uma certa beleza.

Baseado no livro de Teresa Moorey, A Deusa

Marisa Petcov

Sacerdotisa da Tradição Diânica Nemorensis, Numeróloga e Contadora de histórias

Comunicadora do site www.biosegredotv.com.br com, o programa Contando histórias e números, terças-feiras, às 20 horas