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A mãe Terra nos alimenta com o fruto do seu amor, com suas energias nutridoras, com seu calor energizador,  com seu suportar infinito.

Olhar para a Mãe Terra como um Ser Vivo, como a Sagrada Mãe de todos nós terráqueos, com o respeito que devemos àqueles todos que nos ensinaram é celebrar cada gestação, é amar independentemente de contrapartida.

Amores pelos inícios, e pelas colheitas, o conviver sagrado entre os Filhos Dela, nascidos de seu Corpo Sagrado.

Amo com as veras do meu ser, cada semente que brota e cada abertura na terra por onde brotou a semente.

Agradecer, observar, compreender, sentir compaixão é também moldar.

Neste sentido, deixar de agir como o patriarcado, deixar as lanças e as armas, sejam elas mortíferas pelo conteúdo feridor da agressividade, seja pelo conteúdo ferino da ignorância, é também celebrar a Mãe Terra.

Ao acordar celebrar a vida, agradecida pelo poder respirar, pelos tesouros que a Senhora nos propicia, é gerar energia em favor de uma egrégora de mudanças, sem enfrentamentos e sem fugir, apenas deixando fluir as energias, venham de onde vierem, respeitando seus fluxos, identificando-as  e permitindo que sigam seus caminhos através do Planeta.

Compreender as emoções, as sombras, as dificuldades de cada ser vivo, sentir compaixão, e permitindo-se ganhar mais um conhecimento daquilo que se oferece, acrescento aos seus próprios conhecimentos novos conceitos é muito compensador.

Vez ou outra me deparo com a "dificuldade" ou a "sombra" em pessoas com as quais convivo desde que compreendi como o mundo funciona, antes assombravam-me, porque tinha como paradigma a minha própria maneira de ser, aprendi ao longo dos anos, graças à estas próprias pessoas, que nada muda a não ser o fluxo da energia, e é possivel ignorar a atitude abjeta, deixando de lado considerações filosóficas para ativamente cuidar da Mãe Terra, a meu ver, isso sim é imprescindível, necessário e saudável.

Agridem nossa Mãe, com ofensas de toda ordem, com o lixo infecto de seus dejetos, há, no Oceano Pacífico uma "ilha de lixo e plástico", a ameaçar a nossa própria vida, usinas como Belo Monte são gravames sem precedente à nossa gente e à Amazônia, cuja diversidade de vida contribui para alimentar o planeta, guerras injuriosas de toda natureza reforçando a egrégora do patriarcado, matam crianças, velhos e mutilam os jovens. Agressões são comuns desde sempre, nada de novo, nada de criativo, nada de original, são apenas as mesmas guerras de quem só conhece este padrão.

Biomas verdes foram desertificados ao longo da ação de mãos guerreiras e interesseiras, o lixo no fundo de oceanos, de rios e de vales, parece ser ação do homem desde que produziu o primeiro expurgo.

Usinas que desviam rios, matam vales, cachoeiras, usinas atômicas a produzir lixo mortal. Nada disso é novo...nada original, apenas a ação da ganância e do desamor.

Mas é possível mudar, mudamos a cada dia, temos a capacidade de olhar e ver, temos memórias irretocáveis, temos a capacidade de pensar e agir como pagãos, nos definindo antes de tudo como seres deste planeta que não agridem, não reagem à insana e tão loquaz violência, podemos pensar com nossos próprios cérebros sem seguir a onda do linchamento que devora a Mãe Terra.

Dizer não às motosserras, às sacolas de plástico e copos descartáveis, de reutilizar, reaproveitar, moldar o que já existe porque o modelo patriarcal não serve mais.

Com isso, podemos aproveitar nossos dias, nossas manhãs com nossos queridos, podemos olhar a terra que se enche de flores em setembro no hemisfério sul, as colheitas fartas celebradas tanto por humanos como pelos insetos e demais terráqueos, tudo pode ser dividido, até porque, tudo já existia antes de chegarmos aqui. Tudo é criação Dela, ainda que sintamos que fomos os grandes construtores das grandes civilizações.

Viver como um pagão é antes de tudo permitir-se compreender a Mãe Terra, puxar pelas nossas memórias mais antigas e nos lembrar de bons momentos, de nossa infância, da infância do planeta e dar uma bela gargalhada de tudo aquilo que o modo patriarcal de ser produz: lixo!

Carpe dien, pois o alimento é farto  e a Mãe Terra te alimenta!

Arian Badb Sophia
Sacerdotisa Wiccaniana